Balança Comercial 03/2021

25 Fevereiro 2021
/ Boletim de Balança Comercial e Rentabilidade das Exportações

Em foco

A balança comercial teve saldo de US$ 1,15 bilhão em fevereiro, cerca de metade do saldo obtido no mesmo mês de 2020. No primeiro bimestre o superavit acumulado é de US$ 166 milhões (Tabela 5).

As exportações cresceram 3,9% em fevereiro e acumulam alta de 3,5% no ano. As importações, contudo, vêm crescendo de forma mais rápida: 13,4% no mês e 5,2% no ano.

A alta das exportações em fevereiro foi, mais uma vez, comandada pelo desempenho dos produtos básicos (+5,4%) e semimanufaturados (+30,6%), enquanto os manufaturados continuam em trajetória de queda (-8,1%) (Tabela 1).

O crescimento dos básicos em fevereiro foi impulsionado pela alta de 94% das vendas de minério de ferro, compensando a queda da agropecuária e do petróleo.

Nos últimos doze, os produtos manufaturados tiveram queda de 20,3% das exportações, somando US$ 60 bilhões. Este valor é o mais baixo desde 2004.

Houve crescimento das exportações em fevereiro para quase todos os principais países de destino (Tabela 2), à exceção de Argentina (-5,2%), México (-3,7%) e União Europeia (-12,3%).

O crescimento das importações em fevereiro esteve concentrado nos bens de capital (18,7%) e nos bens intermediários (19,9%), havendo queda nas demais categorias econômicas (Tabela 3). No acumulado janeiro-fevereiro o crescimento também é exclusivo das duas categorias citadas.

Os bens de capital tiveram importante contribuição da importação de plataformas de petróleo (cerca de US$ 1,4 bilhão), mas também houve crescimento nas vendas do setor de Máquinas, aparelhos e materiais elétricos.

Já o crescimento das compras de bens intermediários reflete uma trajetória de alta que já ocorre há alguns meses, acompanhando a recuperação da produção industrial doméstica.

O índice de rentabilidade das exportações teve aumento de 6,0% na passagem de dezembro para janeiro, respondendo à desvalorização de 4,1% da taxa de câmbio nominal e ao aumento de 5,9% do índice de preço das exportações (Tabela 7)

Em comparação a janeiro de 2020 a rentabilidade acumula alta de 4,7%.

A taxa de câmbio real sofreu desvalorização de 1,9% em janeiro, na taxa referente à cesta de 14 moedas deflacionada pelo IPA (Tabela 8). A taxa que usa o IPC como deflator teve alta mais expressiva, de 4,7%.

Nota ao Leitor

Os Valores exportado e importados são elaborados a partir de dados básicos da Secretaria de Comércio Exterior − Secex/ME, com valores dos produtos em dólares FOB correntes.

O Índice de Rentabilidade das Exportações é calculado pela multiplicação da taxa de câmbio nominal média do mês (R$/US$) pelo índice de preço de exportação (total ou de cada setor). O resultado é deflacionado pelo índice de custo de produção dos bens, medidos em reais. O índice de custo (total e setorial) é calculado a partir das variações dos preços dos insumos de procedência nacional, dos insumos importados, dos serviços e dos salários e encargos, com os respectivos pesos obtidos da matriz insumo-produto de 2005 do IBGE.

O Índice da Taxa de Câmbio Real é calculado com base na respectiva taxa de câmbio nominal média do mês (BACEN-Venda) corrigida de duas formas: (i) pela relação entre o correspondente índice de preços atacadista externo e o índice de preços atacadista doméstico (IPA-DI da FGV); (ii) pela relação entre o correspondente índice de preços ao consumidor externo e o índice de preços ao consumidor doméstico (IPC-DI da FGV). O índice da Taxa de Câmbio Efetiva Real é calculado com base nas taxas de câmbio reais dos países que compõem a respectiva cesta, ponderadas pela participação média de cada país na corrente de comércio (exportação e importação) do Brasil no triênio 2014/2016.

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