Balança Comercial 03/2022

5 Abril 2022
/ Boletim de Balança Comercial e Rentabilidade das Exportações

EM FOCO

Em fevereiro, as exportações registraram elevação significativa, 39,9%, em relação ao mesmo mês de 2021, enquanto as importações se elevaram 29,7%, na mesma comparação. Em consequência, a balança comercial alcançou um superávit de pouco mais de US$ 4 bilhões no mês e de US$ 3,9 bilhões de Dólares no acumulado dos dois primeiros meses de 2022 (Gráfico 1 e Tabelas 1 e 2).

Decompondo as exportações do primeiro bimestre de 2022 por classes de produtos, o bom desempenho mostrou-se generalizado, as exportações de produtos Básicos cresceram 34,1%, os Semimanufaturados registrando elevação de 27,3% e os produtos Manufaturados subiram 44,3%, na mesma comparação (Tabela 1). Entre as categorias de uso, chamam atenção as elevações observadas nas vendas externas de Bens intermediários (30,0%), de Bens de consumo não duráveis (37,4%) e de Combustíveis (78,8%). Esta última, contudo, já esperada em função da elevação nos preços do barril de petróleo no mercado mundial.

Com relação a importação do primeiro bimestre de 2022, dentre as principais categorias (Tabela 3) a mostrar elevação no valor das compras externas destacam-se, particularmente, as altas observadas em Combustíveis (137,1%) e em Bens intermediários (24,8%).

Analisando as exportações brasileiras para os principais destinos (Tabela 2) observamos que no acumulado do ano a China permaneceu na primeira posição com 25,9% de participação, seguida pelos Estados Unidos, com 10,9% e pela Argentina com 4,6%. No primeiro bimestre de 2022 o Brasil exportou aproximadamente US$ 10,2bilhões de Dólares para a China, US$ 4,8 bilhões para os EUA e quase US$ 2 bilhões para a Argentina.

Com relação as importações brasileiras, no ranking de países (Tabela 4), a China permaneceu na primeira posição com 24,1% de participação, seguida pelos Estados Unidos, com 18,7% e pela Argentina 4,1%.  A Rússia ocupou a decima posição, como pode ser observado.

O Índice de rentabilidade das exportações registrou queda de 3,7% em janeiro de 2022, na comparação com janeiro de 2021 (Tabela 7). A queda do Índice resultou do acentuado aumento do custo de produção (22,9%), apenas parcialmente compensado pela desvalorização do câmbio nominal (3,3%) e pela elevação do preço das exportações (14,5%) no período. Na desagregação por setores da Indústria observa-se que as Indústrias extrativas, que apresentavam vantagens na rentabilidade das exportações comparadas as demais agregações, estão perdendo o diferencial desde agosto do ano passado (Gráfico 2). Paralelamente, como pode ser visto no Gráfico 2, as Indústrias de transformação apresentaram mais estabilidade na rentabilidade ao longo dos últimos meses.

Informações disponíveis até 17/ 03/2022.

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