Balança Comercial 05/2021

5 Maio 2021
/ Boletim de Balança Comercial e Rentabilidade das Exportações

Nota ao Leitor

Os Valores exportado e importados são elaborados a partir de dados básicos da Secretaria de Comércio Exterior − Secex/ME, com valores dos produtos em dólares FOB correntes.

O Índice de Rentabilidade das Exportações é calculado pela multiplicação da taxa de câmbio nominal média do mês (R$/US$) pelo índice de preço de exportação (total ou de cada setor). O resultado é deflacionado pelo índice de custo de produção dos bens, medidos em reais. O índice de custo (total e setorial) é calculado a partir das variações dos preços dos insumos de procedência nacional, dos insumos importados, dos serviços e dos salários e encargos, com os respectivos pesos obtidos da matriz insumo-produto de 2005 do IBGE.

O Índice da Taxa de Câmbio Real é calculado com base na respectiva taxa de câmbio nominal média do mês (BACEN-Venda) corrigida de duas formas: (i) pela relação entre o correspondente índice de preços atacadista externo e o índice de preços atacadista doméstico (IPA-DI da FGV); (ii) pela relação entre o correspondente índice de preços ao consumidor externo e o índice de preços ao consumidor doméstico (IPC-DI da FGV). O índice da Taxa de Câmbio Efetiva Real é calculado com base nas taxas de câmbio reais dos países que compõem a respectiva cesta, ponderadas pela participação média de cada país na corrente de comércio (exportação e importação) do Brasil no triênio 2014/2016.

Em foco

Os fluxos de comércio exterior tiveram em abril mais um mês de forte crescimento na comparação com o mesmo mês do ano passado. As exportações tiveram alta de 50,5% e as importações, de 41,1%. As exportações, a propósito, registraram o maior valor mensal de toda a série histórica: US$ 26,4 bilhões.

No acumulado do período janeiro-abril, as exportações cresceram 25,0% e as importações, 12,6%.

O saldo comercial de US$ 10,35 bilhões também foi recorde histórico, levando a um superávit acumulado no ano de US$ 18,2 bilhões e o acumulado em 12 meses para quase US$ 60 bilhões (Tabela 5).

O aumento das exportações em abril foi forte em todas as classes de produtos (Tabela 1): básicos (49,6%), semimanufaturados (50,1%) e manufaturados (53,3%). No acumulado do ano, os básicos se destacam, com alta de 32,2%, mas houve crescimento expressivo também nos semimanufaturados (24,8%) e manufaturados (11,2%).

Entre os setores da CNAE o crescimento no ano foi especialmente forte nos Minerais metálicos (95,0%), grande parte em função do aumento dos preços do minério de ferro. Mas foi positivo em quase todos os setores, inclusive alguns da indústria de transformação, como Produtos de minerais não-metálicos (30,0%), Produtos de madeira (32,2%), Veículos automotores (25,6%), Equipamentos de informática (24,7%) e Móveis (58,7%).

O crescimento também foi generalizado entre os principais países e regiões do mundo (Tabela 2), com destaque para China (36,3%), Oriente Médio (37,9%), Argentina (32,7%) e Demais da Aladi (25,9%).

Nas importações, o crescimento em abril abarcou todas as categorias econômicas (Tabela 3), especialmente bens de consumo duráveis (109,4%) e bens de capital (62,2%). A alta também foi generalizada entre os setores da CNAE.

No acumulado janeiro-abril, contudo, o desempenho ainda foi negativo nas importações de bens de capital (-17,3%) e bens de consumo não duráveis (-1,4%). O crescimento foi comandado pelos bens intermediários (23,9%), com destaque para Metalurgia (52,1%), Produtos de borracha e de material plástico (29,2%), Produtos de metal (26,4%) e Produtos químicos (23,6%).

Houve crescimento do valor importado de todas as principais regiões do mundo no acumulado do período janeiro-abril (Tabela 4), com a notável exceção dos Estados Unidos (-6,8%). O crescimento foi especialmente forte nas compras provenientes do Oriente Médio (38,7%) e da Aladi (25,7%).

O índice de rentabilidade das exportações teve aumento de 11,9% na passagem de fevereiro para março, beneficiado por um câmbio mais desvalorizado e pela alta dos preços de exportação (Tabela 7). Na comparação com março de 2020, a rentabilidade acumula alta de 12,2%.

O Real mais depreciado também levou a uma desvalorização da taxa de câmbio real entre fevereiro e março (Tabela 8). Considerando a cesta de 14 moedas, a variação foi de 3,4% na taxa deflacionada pelo IPA e de 3,1% na taxa deflacionada pelo IPC.

Na comparação com março de 2020, a taxa deflacionada pelo IPA acumula queda de 8,0%, em função da forte alta deste índice de preços no período. Já a taxa deflacionada pelo IPC acumulou aumento de 16,4%.

Informações disponíveis até 13/05/2021

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