Balança Comercial 06/2021

7 Julho 2021
/ Boletim de Balança Comercial e Rentabilidade das Exportações

Nota ao Leitor

Os Valores exportado e importados são elaborados a partir de dados básicos da Secretaria de Comércio Exterior − Secex/ME, com valores dos produtos em dólares FOB correntes.

O Índice de Rentabilidade das Exportações é calculado pela multiplicação da taxa de câmbio nominal média do mês (R$/US$) pelo índice de preço de exportação (total ou de cada setor). O resultado é deflacionado pelo índice de custo de produção dos bens, medidos em reais. O índice de custo (total e setorial) é calculado a partir das variações dos preços dos insumos de procedência nacional, dos insumos importados, dos serviços e dos salários e encargos, com os respectivos pesos obtidos da matriz insumo-produto de 2005 do IBGE.

O Índice da Taxa de Câmbio Real é calculado com base na respectiva taxa de câmbio nominal média do mês (BACEN-Venda) corrigida de duas formas: (i) pela relação entre o correspondente índice de preços atacadista externo e o índice de preços atacadista doméstico (IPA-DI da FGV); (ii) pela relação entre o correspondente índice de preços ao consumidor externo e o índice de preços ao consumidor doméstico (IPC-DI da FGV). O índice da Taxa de Câmbio Efetiva Real é calculado com base nas taxas de câmbio reais dos países que compõem a respectiva cesta, ponderadas pela participação média de cada país na corrente de comércio (exportação e importação) do Brasil no triênio 2014/2016. 

Em foco

Maio foi mais um mês de forte crescimento dos fluxos de comércio exterior do Brasil. As exportações cresceram 53,8% na comparação com maio de 2020, com novo valor recorde mensal de US$ 26,9 bilhões. As importações tiveram alta de 65,3%. 

No acumulado do ano, as exportações cresceram 30,6% e as importações, 20,9%. 

O saldo comercial atingiu US$ 9,3 bilhões, o segundo mais alto da história, e acumula no ano US$ 27,1 bilhões, com alta de US$ 11 bilhões em comparação ao mesmo período de 2020 (Tabela 5).

O crescimento das exportações em maio foi forte em todas as classes de produtos e na maioria dos setores produtivos (Tabela 1). Os produtos básicos cresceram 53,5%, com grande contribuição da Extração de minerais metálicos (133,2%), setor beneficiado pela forte alta dos preços do minério de ferro.

O crescimento dos manufaturados no mês foi de 68,8%, mas grande parte se deve à base de comparação baixa, visto que as vendas no mesmo mês do ano passado ficaram bem abaixo da tendência em função dos efeitos da pandemia. 

Ainda assim, há uma nítida recuperação das exportações de manufaturados após a crise do ano passado, com esses produtos registrando crescimento de 21,1% no acumulado janeiro-maio. Mas seu desempenho permanece inferior ao dos produtos básicos (36,3%) e semimanufaturados (25,6%).

As exportações tiveram crescimento expressivo para todos os principais países e regiões de destino no acumulado do ano (Tabela 2), com destaque para Mercosul (46,4%), demais países da Aladi (37,2%), China (36,4%) e Oriente Médio (35,7%).

As importações em maio tiveram crescimento expressivo em todas as categorias de uso, na comparação com maio de 2020 (Tabela 3). Destaque para a alta de bens e consumo duráveis (131,7%) e combustíveis (122,7%). No acumulado do ano, os produtos com maiores altas são os bens de consumo duráveis (34,2%) e os bens intermediários (31,3%).

Houve crescimento das importações provenientes do todos os principais países e regiões (Tabela 4), com grande destaque para as compras oriundas do Oriente Médio (68,4%, refletindo a alta dos preços do petróleo), do Mercosul (37,6%), dos demais países da Aladi (30,4%) e da Ásia (26,2%).

O índice de rentabilidade das exportações recuou 2,6% na passagem de março para abril, em função da valorização do câmbio nominal e da alta dos custos de produção (Tabela 7). 

Em relação a abril de 2020, a rentabilidade tem queda de 5,7%, explicada principalmente pelo aumento de 34,8% nos custos de produção (reflexo da elevada inflação dos preços ao produtor no período.

A taxa de câmbio real teve valorização entre março e abril, seja a taxa deflacionada pelo IPC, seja a deflacionada pelo IPA (Tabela 8). Em comparação com abril de 2020, a taxa referente à cesta de 14 moedas deflacionada pelo IPC ainda acumula ganho de 7,1%, ao passo que a taxa deflacionada pelo IPA tem redução de 14,4%.

Informações disponíveis até 10/06/2021

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