Balança Comercial 07/2021

20 Agosto 2021
/ Boletim de Balança Comercial e Rentabilidade das Exportações

Nota ao Leitor

Os Valores exportados e importadossão elaborados a partir de dados básicos da Secretaria de Comércio Exterior − Secex/ME, com valores dos produtos em dólares FOB correntes.

O Índice de Rentabilidade das Exportações é calculado pela multiplicação da taxa de câmbio nominal média do mês (R$/US$) pelo índice de preço de exportação (total ou de cada setor). O resultado é deflacionado pelo índice de custo de produção dos bens, medidos em reais. O índice de custo (total e setorial) é calculado a partir das variações dos preços dos insumos de procedência nacional, dos insumos importados, dos serviços e dos salários e encargos, com os respectivos pesos obtidos da matriz insumo-produto de 2005 do IBGE.

O Índice da Taxa de Câmbio Real é calculado com base na respectiva taxa de câmbio nominal média do mês (BACEN-Venda) corrigida de duas formas: (i) pela relação entre o correspondente índice de preços atacadista externo e o índice de preços atacadista doméstico (IPA-DI da FGV); (ii) pela relação entre o correspondente índice de preços ao consumidor externo e o índice de preços ao consumidor doméstico (IPC-DI da FGV). O índice da Taxa de Câmbio Efetiva Real é calculado com base nas taxas de câmbio reais dos países que compõem a respectiva cesta, ponderadas pela participação média de cada país na corrente de comércio (exportação e importação) do Brasil no triênio 2014/2016.

Em foco

O saldo comercial atingiu em junho um novo recorde histórico, de US$ 10,3 bilhões, com alta de 57,6% em relação ao valor de junho do ano passado.

O mês foi marcado por forte crescimento tanto das exportações (60,7%) quanto das importações (62,6%), na mesma comparação.

No acumulado do primeiro semestre o saldo atingiu US$ 36,7 bilhões, com crescimento de 35,0% das exportações e de 26,5% das importações.

A Tabela 1 mostra que a alta das importações tanto no mês quanto no ano foi mais expressiva nos produtos básicos (72,8% e 41,7%, respectivamente), mas foi forte também nos demais produtos, inclusive os manufaturados (48,6% e 24,8%).

O crescimento foi generalizado entre as diferentes categorias econômicas e setores da CNAE, com destaque para os bens de consumo duráveis (alta de 80,0% no ano).

Segundo os países e regiões e destino (Tabela 2), o crescimento também foi forte em junho e no acumulado do ano, com destaque para o Mercosul (alta de 61,8% no mês e de 45,5% no ano) e para os demais países da Aladi (108,9% e 47,5%).

Nas importações (Tabela 3), o crescimento no mês e no ano também foi generalizado entre as categorias econômicas e setores, com a notável exceção dos bens de capital, que acumularam queda de 6,3% no primeiro semestre do ano. O desempenho mais positivo se deu nos bens de consumo duráveis e nos bens intermediários.

O crescimento das compras externas foi significativo considerando todos os principais países e regiões de origem (Tabela 4), também com destaque para o Mercosul e para os demais países da Aladi, além do Oriente Médio.

O índice de rentabilidade das exportações recuou 5,9% na passagem de abril para maio, respondendo à valorização da cotação do real ante o dólar e também ao aumento do custo de produção. Em comparação com maio de 2020, houve queda de 5,8% (Tabela 8).

A taxa de câmbio real teve valorização entre abril e maio em relação a todas as principais moedas, seja considerando o IPA como deflator, seja com o IPC (Tabela 8).

A taxa referente à cesta de 14 moedas, deflacionada pelo IPA, teve valorização de 6,3% em maio, acumulando queda de 22,9% em relação a maio de 2020. Na taxa deflacionada pelo IPC, a valorização foi de 4,1% no mês e de 3,4% desde maio do ano passado.

Informações disponíveis até 09/07/2021

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