Balança Comercial 08/2021

27 Setembro 2021
/ Boletim de Balança Comercial e Rentabilidade das Exportações

Nota ao Leitor

Os Valores exportado e importados são elaborados a partir de dados básicos da Secretaria de Comércio Exterior − Secex/ME, com valores dos produtos em dólares FOB correntes.

O Índice de Rentabilidade das Exportações é calculado pela multiplicação da taxa de câmbio nominal média do mês (R$/US$) pelo índice de preço de exportação (total ou de cada setor). O resultado é deflacionado pelo índice de custo de produção dos bens, medidos em reais. O índice de custo (total e setorial) é calculado a partir das variações dos preços dos insumos de procedência nacional, dos insumos importados, dos serviços e dos salários e encargos, com os respectivos pesos obtidos da matriz insumo-produto de 2005 do IBGE.

O Índice da Taxa de Câmbio Real é calculado com base na respectiva taxa de câmbio nominal média do mês (BACEN-Venda) corrigida de duas formas: (i) pela relação entre o correspondente índice de preços atacadista externo e o índice de preços atacadista doméstico (IPA-DI da FGV); (ii) pela relação entre o correspondente índice de preços ao consumidor externo e o índice de preços ao consumidor doméstico (IPC-DI da FGV). O índice da Taxa de Câmbio Efetiva Real é calculado com base nas taxas de câmbio reais dos países que compõem a respectiva cesta, ponderadas pela participação média de cada país na corrente de comércio (exportação e importação) do Brasil no triênio 2014/2016. 

Em foco

O saldo comercial em julho alcançou US$ 7,4 bilhões, acumulando no ano o montante de US$ 44,4 bilhões (Tabela 5)

As exportações cresceram 31,4% em relação ao mesmo mês do ano passado, com o montante de US$ 25,5 bilhões, e acumulam no ano alta de 34,6% (Tabela 1)

O crescimento no mês foi semelhante nas três classes de produtos, da ordem de 30%, mas no acumulado do ano o destaque fica com os básicos, que tiveram alta de 40,4%. Os manufaturados cresceram 25,8%.

O crescimento tem sido generalizado entre os diferentes países e regiões de destino (Tabela 2). No acumulado do ano, contudo, a alta é mais expressiva nas vendas para Mercosul (45,5%), demais países da Aladi (48,1%) e Oriente Médio (42,2%). As vendas para a China cresceram 34,1% no período e para os Estados Unidos, 39,7%.

As importações tiveram crescimento mais forte do que as exportações em julho, de 53,5% em relação ao mesmo mês de 2020, e acumulam no ano alta de 30,0% (Tabela 3).

O crescimento no ano tem sido intenso nos bens intermediários (40,6%), nos bens de consumo duráveis (53,4%) e nos combustíveis (38,8%). Em contrapartida, há queda de 2,4% nos bens de capital e crescimento modesto (4,5%) nos bens de consumo duráveis.

Em termos dos países e regiões de origem (Tabela 4), o crescimento no ano é especialmente forte nas compras oriundas do Oriente Médio e da África, em função da alta dos preços do petróleo. Também as importações do Mercosul (43,5% no ano) e dos demais países da Aladi (42,6%) vêm crescendo a um ritmo bem acima da média.

O índice de rentabilidade das exportações aumentou 0,2% na passagem de maio para junho, basicamente por conta da alta de 4,9% dos preços de exportação (Tabela 7). Em relação a junho do ano passado, a rentabilidade teve aumento de 3,0%.

A taxa de câmbio real referente à cesta de 14 moedas teve valorização entre maio e junho, de 3,8% na taxa deflacionada pelo IPA e de 5,3% na taxa deflacionada pelo IPC. O movimento foi semelhante nas taxas referentes às moedas dos principais parceiros (Tabela 8).

Em comparação a junho de 2020, o câmbio real deflacionado pelo IPA teve valorização da ordem de 20%, bem acima da variação do câmbio deflacionado pelo IPC, da ordem de 1% a 5%.

Informações disponíveis até 11/08/2021

Para mais informações, clique em um dos botões abaixo.

©Copyright  |  FUNCEX  |  Todos os direitos reservados