Balança Comercial 09/2021

10 Dezembro 2021
/ Boletim de Balança Comercial e Rentabilidade das Exportações

Nota ao Leitor

Os Valores exportados e importados são elaborados a partir de dados básicos da Secretaria de Comércio Exterior − Secex/ME, com valores dos produtos em dólares FOB correntes.

O Índice de Rentabilidade das Exportações é calculado pela multiplicação da taxa de câmbio nominal média do mês (R$/US$) pelo índice de preço de exportação (total ou de cada setor). O resultado é deflacionado pelo índice de custo de produção dos bens, medidos em reais. O índice de custo (total e setorial) é calculado a partir das variações dos preços dos insumos de procedência nacional, dos insumos importados, dos serviços e dos salários e encargos, com os respectivos pesos obtidos da matriz insumo-produto de 2005 do IBGE.

O Índice da Taxa de Câmbio Real é calculado com base na respectiva taxa de câmbio nominal média do mês (BACEN-Venda) corrigida de duas formas: (i) pela relação entre o correspondente índice de preços atacadista externo e o índice de preços atacadista doméstico (IPA-DI da FGV); (ii) pela relação entre o correspondente índice de preços ao consumidor externo e o índice de preços ao consumidor doméstico (IPC-DI da FGV). O índice da Taxa de Câmbio Efetiva Real é calculado com base nas taxas de câmbio reais dos países que compõem a respectiva cesta, ponderadas pela participação média de cada país na corrente de comércio (exportação e importação) do Brasil no triênio 2014/2016.

Em foco

Em outubro as exportações alcançaram US$ 22,5 bilhões, registrando crescimento de 27,6%, em relação ao mesmo mês do ano passado (Tabela 1). Decomposto por classes de produtos, o desempenho positivo das exportações supramencionado é explicado pelas elevações nas exportações das três classes de produtos: Os Manufaturados (40%), os Básicos (25,9%) e os Semimanufaturados (10,5%).

Com relação aos destinos das exportações, os destaques no mês de outubro foram as consideráveis altas nas exportações enviadas para os nossos principais parceiros comerciais, os Estados Unidos (52,1%), a Argentina (37,6%) e a China (14,7%). Vale ressaltar que os movimentos de alta também foram contabilizados nos dados acumulados no ano de 2021 e no acumulado em 12 meses (Tabela 2).

As importações totais do país somaram US$ 20,5, bilhões em outubro, registrando acentuada elevação de 54,9%, em comparação com o resultado de outubro de 2020. Todas as grandes categorias apresentaram crescimento frente ao mesmo mês do ano anterior, o menor acréscimo nos Bens de consumo não duráveis (5,9 %) e o maior acréscimo sendo observado nos Combustíveis (189,2 %), este, em grande parte, em função da elevação do preço do petróleo no período (Tabelas 3 e 4).

Até outubro, o Brasil acumula saldo superavitário de US$ 58,5 bilhões. Os países com maior contribuição positiva para esse resultado são: A China (US$ 39 bilhões), os Países Baixos (US$ 6,1 bilhões) e o Chile (US$ 1,7 bilhão) (Tabelas 5 e 6).

Em setembro de 2021, o Índice de rentabilidade das exportações registrou queda de 4,3%, na comparação com agosto. A desvalorização do câmbio (0,5%) e a queda nos custos de produção (-0,7%) não compensaram os efeitos da queda dos preços das exportações (-5,5%) em setembro, trazendo perdas de rentabilidade para grande parte dos exportadores no período. (Tabela 7).

Deflacionada pelo IPA a taxa de câmbio real em setembro de 2021 se desvalorizou 2,8%, em relação a agosto, e se valorizou (-8,5%) em relação a setembro de 2020. No acumulado 12 meses, o Real apresentou valorização frente a todas as divisas apresentadas na tabela 8. Com destaque para a valorização frente ao Dólar (-11%).

Informações disponíveis até 10/11/2021

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