Balança Comercial 10/2021

5 Janeiro 2022
/ Boletim de Balança Comercial e Rentabilidade das Exportações

Nota ao Leitor

Os Valores exportados e importados são elaborados a partir de dados básicos da Secretaria de Comércio Exterior − Secex/ME, com valores dos produtos em dólares FOB correntes.

O Índice de Rentabilidade das Exportações é calculado pela multiplicação da taxa de câmbio nominal média do mês (R$/US$) pelo índice de preço de exportação (total ou de cada setor). O resultado é deflacionado pelo índice de custo de produção dos bens, medidos em reais. O índice de custo (total e setorial) é calculado a partir das variações dos preços dos insumos de procedência nacional, dos insumos importados, dos serviços e dos salários e encargos, com os respectivos pesos obtidos da matriz insumo-produto de 2005 do IBGE.

 é calculado com base na respectiva taxa de câmbio nominal média do mês (BACEN-Venda) corrigida de duas formas: (i) pela relação entre o correspondente índice de preços atacadista externo e o índice de preços atacadista doméstico (IPA-DI da FGV); (ii) pela relação entre o correspondente índice de preços ao consumidor externo e o índice de preços ao consumidor doméstico (IPC-DI da FGV). O índice da Taxa de Câmbio Efetiva Real é calculado com base nas taxas de câmbio reais dos países que compõem a respectiva cesta, ponderadas pela participação média de cada país na corrente de comércio (exportação e importação) do Brasil no triênio 2014/2016.

Em foco

Em novembro as exportações alcançaram US$ 20,3 Bilhões, registrando crescimento de 17%, em relação ao mesmo mês do ano passado (Tabela 1). Já as importações totais do país somaram uma quantia superior, US$ 21,6, Bilhões em novembro, registrando acentuada elevação de 45,4%, em comparação com o resultado de novembro de 2020 (Tabela 3). O saldo comercial apresentou déficit pela primeira desde janeiro (Gráfico 1). As elevações nas exportações foram provocadas, principalmente, pelo crescimento das exportações de Bens Intermediários (20,1%) e Combustíveis (22,9%), ao passo que a elevação nas categorias econômicas Combustíveis (198%) e Bens Intermediários (41,7%) foram as principais categorias responsáveis pelo crescimento no valor importado pelo Brasil em novembro, na comparação com o mesmo período de 2020.


No acumulado do ano até novembro as exportações foram superiores as importações, o que gerou um superávit de US$ 57 Bilhões de dólares (Tabela 5). Este resultado colaborou positivamente para a elevação no Produto Interno Bruto no período. De uma forma geral, o desempenho do Setor Externo tem sido favorável no período da pandemia, com sucessivos superávits mensais na Balança Comercial, isso se deve, principalmente, ao desempenho das exportações.

Pela classificação classe de produtos, no acumulado do ano até novembro as exportações dos Produtos Básicos, no geral, apresentaram elevação de 38,1%, os Produtos Semimanufaturados elevação de 29,1% e os Produtos Manufaturados 28.8%.  O gráfico 2 apresenta a diversidade da pauta exportadora brasileira, no que tange a intensidade no uso de fatores, no acumulado até novembro de 2021. No período destacado os Produtos Primários (P.P.) apresentaram predominância na pauta exportadora, totalizando mais da metade da pauta no período. Como pode ser visto, P.P. - Agrícolas apresentaram participação de 21,2%, os P.P. - Minerais representaram 19,5% e os P.P. - Energéticos 10,7%. Comparando a diversidade da pauta com a mesma divisão de dez anos (2011) observa-se uma mudança na composição da pauta, Produtos Primários em geral eram responsáveis por 41,7% no passado, contra 51,5% em 2021 – Dados até novembro. O que mostra, de certa forma, que os produtos com mais intensidade no uso de fatores (semimanufaturados mais manufaturados) perderam participação nos últimos 10 anos nos envios internacionais.


Em novembro de 2021, a Ásia (39,3% do total exportado), a ALADI (17,2%) e os Estados Unidos em conjunto com o Canadá (15,6%) foram os principais blocos econômicos de destino das exportações brasileiras. No ranking de países, no mês de novembro, a China liderou (24,2% do total exportado), seguida pelos EUA (13,2%) e pela Argentina (5,2%) (Tabela 2).

No que tange às importações, em novembro de 2021 a Ásia (33,0% do total importado), os Estados Unidos e Canadá (20,8%) e a União Europeia (16,8%) foram os principais blocos de origem, como pode ser visto na Tabela 4. Na comparação entre países, em novembro, a China liderou com 20,5% de participação, seguida pelos Estados Unidos (19,4%) e pela Argentina (6,3%).

O Índice de Rentabilidade das Exportações brasileiras registrou queda de 1,6% em outubro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, explicada pela acentuada elevação dos custos de produção de 26,3% e pela valorização (nominal) do Real frente ao Dólar (-1,5%), no mesmo período, não inteiramente compensados pela elevação nos preços das exportações (26,2%) em outubro. No acumulado do ano até outubro o exportador concentra retornos positivos de 1,8%. Nesta comparação a elevação de custos de produção (33,0%) não superou os ganhos obtidos pelas elevações nos preços dos produtos exportados (29,6%) e pela desvalorização do Real frente ao Dólar (4,3%) (Tabela 7).

Informações disponíveis até 10/12/2021

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