Por uma maior e melhor inserção do Brasil na economia global

14 Maio 2021
/ Funcex na Mídia

Revista EXAME

Por Robson Braga de Andrade

A integração do Brasil ao mundo é fundamental para garantir a retomada do crescimento econômico, e estimular o desenvolvimento tecnológico e a produtividade da indústria nacional no pós-pandemia. Países e empresas inseridos no mercado internacional são mais inovadores, produzem com maior eficiência, criam empregos de melhor qualidade e geram mais riquezas para toda a sociedade.

Entretanto, com a queda acelerada da capacidade de enfrentar os concorrentes internacionais, o Brasil vem perdendo espaço no comércio mundial. Cada vez mais, nossa pauta exportadora se concentra em produtos primários ou com baixo grau de processamento industrial. O declínio do país no mercado externo de manufaturados começou nos anos 1980 e vem se acelerando rapidamente.

Na última década, as exportações brasileiras de produtos industriais andaram na contramão do mundo. De acordo com a Organização Mundial do Comércio (OMC), enquanto as vendas globais desses bens aumentaram 28% entre 2010 e 2019, os embarques do Brasil para outros países caíram 1%. A queda generalizada, que atingiu 11 dos 12 setores avaliados pela OMC, representa uma retração de US$ 38 bilhões nas exportações brasileiras de manufaturados em dez anos.

Os coeficientes de abertura comercial, calculados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex), confirmam uma preocupante redução da participação do Brasil no cenário externo. A parcela da produção industrial brasileira que é exportada caiu de 20% do total em 2005 para 15% em 2018. Mesmo assim, a fatia dos insumos estrangeiros nas nossas fábricas vem crescendo e alcançou 24% em 2018. Isso mostra que o aumento das importações industriais não se tem convertido em avanços na integração internacional do país.

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